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Por enquanto, nada aqui.
O encontro de músicas maximalistas e muito detalhadas é o mote que guia o trabalho de estúdio que estreia a carreira do cantor, compositor e produtor fluminense radicado em São Paulo, Vitor Milagres. Intitulado Vontade de Beleza, o disco é um registro dos processos de pesquisa e descobrimento do artista sobre quem se é e as formas que se coloca na sociedade. A mistura de música brasileira com eletrônico e um pop psicodélico vai de encontro com um olhar bastante questionador sobre corpo e movimento, compilando um total de doze canções inéditas, com participações emergentes da cena independente.
Quero viver uma vida Cheia de paisagens Cresci cristão Mas meu flerte é mundano Pro meu xodó Eu quero ser um barato Brinca, brinca, beija me transa Mais ainda Passa, deixa temperar tirando tempo para balançar Toque, sinta provocar tirando a roupa para namorar
Mesmo quando tento mas não cola (Sempre) Penso em falar mas não faço (Mesmo) Me remexo mudo o ponto (Sempre) Tem paisagem diferente (Quero) Duvidou da minha glória (Fora) Ouvi um som com meus amigos ontem Muita coisa, quero tantas Tenho muito, perco várias
As mesmas pessoas falando sobre fama Eu quero Dolar, quero Euro Mas não quero ser um zé mané Eu tento ficar longe Só que eu amo um elogio, né Eu sei você entende Como é que eu faço tudo demais Eu quero tudo demais Até que escorre pelas minhas mãos Eu quero Dólar, quero Euro Mas não quero ser um zé mané Minha moda agora é estudar 3D Publicidade, bate papo, não da tempo de tomar café Vou descolorir, todo mundo vai ver Sigo olhando para os céus, De lá vem meu socorro JOCA Tanto tempo passa num barulho de carro Pra me ver na tela aprender sentir vento Entro no seu jogo, eu sou seu craque essa noite Filma nossa selfie, eu quero te balançar Fogo no parquinho, a garrafa balança Vem curtir comigo até essa noite acabar Deixa que se feche a nossa porta no céu Olho nos seus olhos pra ver você nascer Mesma cena Pouca coisa Muita calma nessa hora Minha moda Chamo Ivy, não JOCA Pouco espaço, muita foto Sempre faço, nunca posto Sempre rio, nunca choro Sempre lacrimejo, não mostro Sempre falo merda, não gosto Só me comunico por meme, eu não quero tirar foto Não vem na minha DM Me inspiro no alcelino sem meme E sem te ver Vou me partir Sentir, dizer Pouco espaço, mano, muita foto Pouco traço, mano, muita moto Pouca vida, mano, sem negócio Sigo preso num primeiro de abril Sigo olhando para os céus De lá vem meu socorro KOLX Seu ver me desorientas Céu Vermee’, o fim em pimenta Bourdieu empoeira, mês de esquenta Roadie, dei filmes à massa cinzenta A navalha rasgará 30:60s Despertei hominídeo Vasculhando armários pelos pirulitos de lítio Perfumei-me de elísios Un crápula in cápsulas, é o casular vivo Escoteiro de livros diligencie aminos, uns mimos Não, não temo o chão (uh) Full-grown e lutando A Bamor no Barradão Tal judô contra o cano São mares, então escamo Repito outro ano, amor Invisibilizo a lata dos pais espaciais Descolonizo cometas lilases Duas caras nunca será bifase
Estética barata Abençoa meu pai Abençoa, abençoa Iphone pra camuflar To brilhando legal Que ela não me quer mais To querendo e to querendo mais 20k me seguiu Pra mim é muito demais Ninguém chamou prum rolé E hoje eu to bonitão Não quero mais ser famoso Muita noia, muita noia Agora eu vou ficar mec Ta suave, to gostando, ta legal, to me amarrando Não quero aparecer cara tapada quando chego To preocupado demais comendo fruta e ouvindo Belo Tesla Truck na TL, minha bike ta um camelo Ontem não te respondi, mas tava online o dia inteiro
Deixo ele jogar, deixo ele jogar Ele cismou que era o craque da noite Já estive nesse mesmo lugar Já pensei que fosse o craque no jogo Mas eu, sou só mais um filho Boto a mesa, preparo o jantar Eu me arrumo, eu sigo os ritos antigos Já estive nesse mesmo lugar Já pensei que fosse repetitivo Mas eu, eu sempre repito Presente meu, eu falo português Como eu me mexo nesse lugar Sempre brincando e perdido Se o que morre hoje volta amanhã De outra forma, afeto ou fumaça Presente meu, eu falo português
Minha benção, olha, veja que é bom Chove, molha planta, uma reza Você quer falar de Deus, Mas não respeita o firmamento Olha esse boi Anda com fogo no mato Rezo com povo onde vou É a virada dos amigo Reforma no mato Ainda quer soja querido Peço pra papai do céu Banana e maçã Amor pras irmã
Gosto de comunicar Fale o que tiver que falar Ouço quando eu puder ouvir Mande o que tiver que mandar Que eu recebo E se me ferir Ou se pegar mal Lalalalala
Referencial, preferências E a verdade? Não sei A infância é referencial E a verdade? Não sei É que o adulto quer Ser fundamental E a criança também Doce é a mãe que cuida (2x) E quando eu me montar Eu sou (2x) Um cara estético
Tua presença já não me faz bem Tô aprendendo a cuidar de mim Me afastando pelo nosso bem, meu bem Tua presença já não me faz bem Já não posso ficar, pra saber se vai dar Quero melhorar, quero duvidar, pode ser comigo pode ser contigo, Mas vamo resolver nosso problema logo Todo dia mais uma razão Eu entendo mas eu vejo que não dá mais Se virado na madruga, só pensando Batendo na madeira, procurando assombração Não sei quanto tempo esperar Pra saber se vai dar Minha presença já não te faz bem Vai ser mais fácil se cuidar sem mim Me afastando pelo nosso bem, meu bem Minha presença já não te faz bem, nenhum
O quartinho do bebe Quartinho do bebe virtual Ela mexe nos programas e ele ta la Travesseiro, cabeceira, cadeirinha pra mamar A cortina, o tapete, o bercinho de nanar Brinquedinho amarelo e a chupeta pra morder A janela, o armário e a porta para entrar O quartinho todo lindo no programa sketchup Ela estuda arquitetura pode arquitetar Um quartinho pro bebe que só existe virtual