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Por enquanto, nada aqui.
Acerca da escrita, o lançamento trata de temas humanos e contemporâneos como a saudade, a mentira e a persistência pós fracasso, utilizando de uma ambientação marítima pra falar de tais assuntos, como o pescador que não volta da pescaria em alto mar. Em relação a parte sonora, Mazé Foram traz uma sonoridade inédita para Lessa Gustavo, experimentando caminhos diferentes e reorganizando os padrões do Trap.
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Outrora me encontrava submerso No fundo de um lago, bem longe do reflexo Espelho trincado e ainda convexo Olho de peixe, procurando Nemo Tá flex Marlin, fica mec que eu levo A responsa a diante com um bote e um remo Cansado ao extremo porque não revezo Tubarão Martelo tem seu ponto cego Distante de casa, tô em Ilha Formosa Enquanto navego desenvolvo a prosa Cruzeiro marítimo gerando ondas Jogado pro canto, perdido da rota Splash! Atividade pra não tropeçar na plataforma Um alerta sobre a subida da mitológica maré é uma pena que arrasta tudo, inclusive o que não é falso
Baleia encalhada logo nessa orla População faminta, terra firme indesejada Na plataforma continental, água salgada Ninguém disfarça a fome, ninguém disfarça Prolifero tal cupins comendo o rodapé da minha casa Silhueta desejada, estatueta prata e cravejada Pelas esquinas outra pessoa premiada por nada Parece que tudo isso é ilusório, parece que tudo isso é uma farsa Farsa Trata-se de um retrato tropical e fúnebre Ludibriado e falsificado pelo vidro fumê do carro Forjado como instancia distante, quase intocável Prove do produto caro, desacostume com o ordinário Nenhuma casa vaga, desordenado crescimento populacional Algas num bairro nada distante, não houve nenhum sinal Longe de cessar, apavoramento Distante de mudar o estilo do lamento Troca de plano, inimaginável, amigável tormento Quase tudo muda com o tempo Tempo
Depois de entregar a meta eu vou fumar um cigarro e eu nem fumo Brincando c o vício, eu sou o último aventureiro vivo Trago resquícios de guerras passadas Dá em nada, suave, eu não ligo Na boca da orca encontrei um maciço Quantos gringos nadam e afogam-se no mar? Droga adulterada faz seus corações baterem forte Acontece de forma constante Tipo um abrigo que vive lotado E a competição presente no mercado de trabalho Eu tô exercitando o vocabulário Não tava 100%, logo não peço nada além do que da pra mudar Do que pra mudar… De cara pro vento eu pisco e relevo muito perplexo, isso vai passar Isso vai passar… Não vai dar, até queria falar com convicções mas não vai dar Não posso jurar que estarei aqui quando tu voltar Não vai dar Queira dizer quando percebi que quem sofre aqui não é só você Me desculpe, mas não dá escolher entre o sim ou o não Ficou pra depois, essa é a decisão
Nem tudo são flores... Já desisti mas vim dizer, não entendo como aguentam você Tô numa jangada na lava a se locomover Não descobri o que fazer pra esse clima fodido desaquecer Tô numa jangada na lava Se nem tudo são flores, do que esses remos são feitos? Se nem tudo são flores, do que esses remos são?
Azul marinho, um pássaro longe do ninho sobrevoava o cardume, pneumático volume Mergulho num ambiente repleto de pedras pontiagudas, retorno intacto, parece ser loucura Se eu não tivesse visto eu não jurava… Mal feito por Gepeto, antes me orgulhava Historia de pescador mal contada, falácia Arquipélago de São Pedro e São Paulo, era onde eu me encontrava Antes estive perdido em meio ao nada, agua salgada As barbatanas me cortavam como facas Um gole na água doce, o coração dispara Hoje eu amolo a foice que antes degolava A personificação da morte me olhou na cara Tipo pedir um tapa, senti cheiro de praia Situação precária tal filme de Pirata, Arrebentação mil anzóis na vara dos famintos A rede me arrastava na direção da embarcação mandada Tripulação fantasma, se pá efeito da náusea Incrível como essa onda não passa No balanço das águas…
Café pra me manter acordado Pra despertar é agua gelada na cara e olha lá Sonhei com uma estrada, era dia e havia sereno no ar Em meio ao silêncio uma torre, quase um farol a desabar Dentro haviam gaiolas, ou grades, pé direito a acompanhar Serviam como salas, mano o que eu fazia la? Eu vim parar aqui, a papo de sei lá…mil anos Cortinas e lençóis no final das contas são panos Embaixo deles há algo, não faça perguntas mano Os corredores com certeza te levam pra cômodos distantes Os cantos que não percorro são presentes pro futuro Ninguém consegue visitar todo mundo que ama Caldo de cana com limão, gengibre e outra planta Glicose nas minhas veias, areia nos seus olhos Ampulheta quebrada, vou ter q varrer esse troço Eu noto Guardo esse dinheiro até se for de baixo d'água Eu comprei o cordão pesado mano eu tinha 20 prata 33 metro quadrado, quinze mano numa casa nois triplica esse dinheiro faz até parecer mágica (água) Ela molha esse lençol e fecha as cortina da sala Só constrói esse castelo pá poder morrer na praia Guarda logo 22 no bolso dessa ralph lauren Não tenho tempo pra ir te ver, se vem me ver na minha quebrada Essa eu fiz Procê se exercitar Cadê sua bunda grande baby onde é que tá Eu tenho mil motivo pra não acreditar Peguei um brown na biqueira se vai vir fumar? Essa eu fiz Procê se exercitar Cadê sua bunda grande baby onde é que tá Eu tenho mil motivo procê acreditar Peguei um brown na biqueira se vai vir fumar?