Digital
Físico
Por enquanto, nada aqui.
Pulga, o primeiro trabalho de Possanti aponta situações pessoais do cotidiano paulistano de maneira critica, incomodada e pouco romântica. Quase que um eletro-punk, cada música um universo, escuta rápida e imersiva.
CRÉDITOS
Tentando me abrir pro mundo, olha só Ele parece não estar aberto para nós Já pintei o cabelo, a unha, comprei roupa nova Tentei ser gentil, isso nunca serviu para nada. Bem-intencionado, fazendo tudo errado Mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez, mais uma vez Tentando me abrir pro mundo, olha só Ele parece não estar aberto para nós Já pintei o cabelo, a unha, comprei roupa nova Tentei ser gentil, isso nunca serviu para nada. Bem-intencionado, fazendo tudo errado
Ai, que coisa boa Já perdi a conta De quantas vezes topamos Ai, tem vez que nem nos beijamos Só planejamos Nosso próximo crime Ai, Finge que sou teu amigo Pra mim tá tudo certo Também finjo daqui Ai, dança comigo Canta comigo Deita comigo Acorda comigo Ressaca comigo Bebe água comigo Desenha comigo Tira foto comigo Fala comigo Dá risada comigo Chora comigo Divide tudo comigo Ai, Como tá divertido Dá um certo alívio Ficar leve contigo Ai, Já rimos de bola fora, Bola um baseado Que eu só fumo contigo Me permito contigo Fode Causa Vira Esquece Rasga Erra Perde Mas acorda comigo Ressaca comigo Bebe água comigo Desenha comigo Tira foto comigo Fala comigo Dá risada comigo Chora comigo Divide tudo comigo
Que pele linda Sua roupa passada, cê tem gato, Mas não vejo nenhum pelo branco No seu pano preto Quanto acesso, amigos tão gatos, educados Acho diferenciado, mas tão fácil confundir Vocês são tão bem-acabados Vocês são tão bem-acabados Até fiquei enjoado, Sem contar a sua casa decorada, Umas artes inacabadas, Como as minhas dúvidas, Se continuo a pintar Esse romance Que pele linda Sua roupa passada, cê tem gato, Mas não vejo nenhum pelo branco No seu pano preto Quanto acesso, amigos tão gatos, educados Acho diferenciado, mas tão fácil confundir Vocês são tão bem-acabados Vocês são tão bem-acabados
Pensando na velocidade do marginal Nessa vida sem radar Olhos abertos, não vai brecar, Sem descansar Não posso vacilar Dependo de mim Dessa vez, não devo nada pra ninguém Colo com o DJ Humano Tô seguindo novos planos Tô sem pressa pra ganhar Possanti, anti-tudo Um gato de rua em SP Anti-fuga Anti-drama Anti-romance Anti-talento Anti-futuro Anti-estresse Já vi demais No acelero, sem tempo pra aconselhar Retardatários, eu prefiro me cuidar Quantas voltas eu vou dar? Quantas voltas eu vou competir Nessa pista infinita de São Paulo Arena maldita Público maldito Quem vai ser o próximo a rodar? Possanti, anti-tudo Um gato de rua em SP Anti-fuga Anti-drama Anti-romance Anti-talento Anti-futuro Anti-estresse Possanti, anti-tudo Um gato de rua em SP Anti-fuga Anti-drama Anti-romance Anti-talento Anti-futuro Anti-estresse
Como vai você? Espero que melhor Da última vez Como vai você? Espero que melhor Da última vez Cê não tava bem, não E eu tava zoado Cpa fui meio otário Eu não tava bem, não Eu amei o teu quarto Muito bem decorado, quadros pra todo lado Como amei o seu cheiro Tava impregnado Meu ombro perfumado Eu não lembro dos gastos Bem exagerado Pedi vários cigarros Você, por outro lado, Senti um pouco travado Poucas e assustado Cê não tava Cê não tava bem, não Como vai você? Espero que melhor Da última vez Como vai você? Espero que melhor Da última vez Cê não tava bem, não E eu tava zoado Cpa fui meio otário Eu não tava bem, não